segunda-feira, 28 de outubro de 2013

"Amor que não se mede"



Eu te amo e sempre te amei, mesmo nos anos que ficamos distantes.
Ficar sem você, sem seu colo, carinho e principalmente sem seu sorriso, é terrível. Da mesma forma imagino que seja para você.
Se algum dia, nosso amor for colocado à prova, peço à Deus que seja por alguém que nunca tenha provado a lealdade, parceria e cumplicidade que temos.
E ainda desejo, que esse alguém seja abençoado, nem que seja por uma única pessoa em toda vida, com um amor igual ao nosso.

"Amor que não se pede. Amor que não se mede" diria certa música*.
Amor que esvai em lágrima e se fortalece em sorriso, nem que seja rindo da nossa própria desgraça.
Graça que poucas pessoas no mundo são beneficiadas, eu sei. Talvez por isso, exista até dúvida ...
Parceria tamanha, sintonia tão forte, que acende brasa em fogueira molhada.

A distância serve para muitos motivos, inclusive para fortalecer o que de mais sincero tenho por você.
Amor que faz sentir você ao lado, concordando, sugerindo ou me fazendo rir silenciosamente.
Enquanto você está longe de mim, a vida segue... e eu sigo tropeçando, machucando, esfolando. E eu insisto em ver o lado "Pollyana" da história, saber o que tem de bom nela e ainda imaginar o que você falaria ou o quanto você xingaria  (para me defender) se perto de mim estivesse.

Acreditar que você está aqui, junto, é uma das terapias para não esvair em desespero, quando a vida tende a ser real demais.
E se, qualquer circunstância,  insistir em te convencer que eu não te amo tanto... fique em silêncio e escute seu coração.
É com ele que eu me conecto.


*Onde você mora? Cidade Negra

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Qual é a sua decisão?


Há algum tempo, já entendi que o que eu preciso é carinho.
Entendi e parei de me auto-sabotar.
Durante alguns meses, depois da minha separação, quis provar para mim e para os outros, que tudo que eu queria era me divertir.

Hoje, com alma mais transparente, me conhecendo mais e o mais importante: me amando muito mais, vejo que tudo que sempre precisei  foi atenção e carinho. Precisei tanto destes dois itens, a ponto de abrir mão do que já era confortável (porém vazio), para ver se os encontrava.

E quando me vi, com o peso da minha decisão inteirinho só para mim, refleti, respirei e decidi: vamos Mariani, agora é só você.

Comecei uma busca diária de tudo o que me faz bem. E descobri que grande parte já estava aqui. Felicidade se cultiva. 
Perceber que eu posso ser feliz, sozinha, comigo, foi meu maior presente neste ano.
Aprendi a rir de mim, ainda mais. Das minhas maluquices, da falta de memória, dos esquecimentos. Converso comigo e respondo para mim... afinal, se é para ser maluca, tem que ter o pacote completo.
Falo com minhas plantas, que crescem e florescem lindamente.
Converso com meus gatos,  que me respondem (Graças a Deus, não em português), mas miam para pedir, reclamar... e me seguem pela casa toda.
Converso muito, muito mais com meus filhos e participo mais da vida deles.
E como prêmio, eles se tornaram companheiros inseparáveis e aprenderam a ter mais responsabilidade. 
O mais velho se tornou mais responsável, me ajuda com tarefas caseiras e financeiras, me apoia, me incentiva, e até me dá conselhos amorosos...
A do meio, organizadíssima, se preocupa com o bom andamento do lar, das escolas, ficou incumbida de lembrar de tudo que a mamãe esquece e distribui seu carinho com uma intensidade absurda.
A mais nova se tornou mais participativa, já organiza suas coisinhas e nos faz rir com seu jeito engraçado de viver.

Aprendi a dormir cedo e a acordar cedo. Vejo o dia render.
Consegui organizar horários de escola e atividades extras dos meus filhos, a ponto de sobrar, pasmem, tempo para mim.
Hoje, treino todos os dias. E, de brinde, ganho a tal endorfina que sempre ouvi falar: faz milagres.
Parei de fumar. Tirei o suicídio da minha lista de afazeres. Entendi que era isso que eu fazia. (Com exceção de um deslize ou outro. Sou gente e faço cagada).

Já aprendi a amar de novo. E aprendi também, a ter que deixar ir embora.
Aprendi a não provar que sou a escolha certa porque isso eu não sei se sou.

Aprendi a ter paciência, respirar com mais calma, mesmo quando meu pulmão se torna raso por alguma ausência.

E já entendi que estou disposta a enfrentar a vida como ela é. 
Sentindo dor, amor, calor, frio, ansiedade, calmaria...
Não tenho medo da vida não. Nem das coisas que já senti, nem das que sentirei, mesmo quando amargas.
Porque posso ser destrambelhada, esquecida, boba pra muita coisa... Mas para viver, eu não sou.

Não quero e não vou viver em quarto escuro, com cortinas fechadas.
Nem reclusa das dores, porque pode ser que eu encontre dor, mas pode ser também que, ao contrário, eu encontre muito amor. 
O amor que eu preciso para completar o que sou. Pra me fazer ainda mais feliz. 
Com muito carinho e atenção, como eu sei distribuir.

Pode ser que eu encontre reciprocidade... E isso eu só saberei se eu der a cara a tapa.
É assumir, mais uma vez, as consequências de saber viver.

Essa é minha decisão. Viver.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Na farmácia.


Se, na farmácia, eu pudesse resolver alguns dos meus problemas, certamente meu pedido ao atendente seria:

"-Por favor... 
Anti-inflamatório,
Muito cicatrizante,
E um desentalador de sapos.
Obrigada."