domingo, 16 de outubro de 2016

Do mar 2


Nessa mar de água rasa
não se aprofunda  jornada
porque a extensão é miragem
que confunde o leitor

Em palavras lançadas
- são confusas as palavras - 
em ambígua mensagem
com muito temor

Só há sal nesta água
sendo água chorada
em algum dissabor

Retirei minha jangada
pois neste mar não há nada

navegado em amor.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Do mar


A cigana me disse
em cartas marcadas
que seria chegada 
a onda do amor

Para quem não tem nada
pretensão ou jangada
aguardei a chegada
com certo temor

Porque de água salgada
já cumpri minha jornada
e de sal, quero nada
a não ser o sabor

da minha alma lavada
de quem é levada
- e também amada -

 pelo navegador.


domingo, 18 de setembro de 2016

De suspiro e de saudade


Me desculpe mundo
essa falta de ar
esse ar rarefeito
mas é que dentro 
do meu peito
um suspiro renasceu.

E esse tanto suspirado
é um tanto retirado
do restante
do tanto todo
que de tanto esperar
o suspiro feneceu.

Mas não me importo
com o todo
porque de resto
meu suspiro
- um dia -
também morreu.

Mas é que hoje
o mundo todo
cabe dentro
de um peito
que de suspiro
e de saudade
- e de repente -
reviveu.